SEJAM BEM VINDOS!

Sejam bem vindos (as)! "Que esta página virtual seja para você um espaço Teológico, Filosófico, Espiritual e Artístico-Cultural, capaz de proporcionar um diálogo com o mundo em suas mais complexas dimensões". Alegria, Paz e Bem!

domingo, dezembro 11, 2011

Passos para a Jornada Mundial da Juventude: Rio de Janeiro-Brasil!

Caros amigos, irmãos e blogueiros,

Com muita alegria receberemos, entre os dias 17, 18 e 19 de dezembro de 2011, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude. Nossa motivação maior é que o nosso país sediará a próxima jornada. Esta, acontecerá em 2013, na cidade do Rio de Janeiro.

Deus fala aos nossos corações por diversas formas. Esta foi a maneira, inspirada ao Papa João Paulo II e hoje, Bento XVI. Queremos pois, com a nossa força jovem e com a nossa alma de cristãos Botar Fé que vale apena ser de Cristo. Bote fé você também e venha fazer conosco esta aventura de fé, amor e esperança.


sexta-feira, dezembro 09, 2011

Natal: tempo de presépios

Tempo rico em gestos de fraternidade e convites de solidariedade

Certos sinais são importantes para fecundar o sentido que sustenta a vida. Vivemos um tempo especial. O Natal é rico em sinais, com uma força que vem da beleza, dos gestos de fraternidade e dos convites para compromissos de solidariedade. De novo, neste tempo, as praças atrairão multidões pela singularidade de sua ornamentação, com iluminações criativas, muita gente, novidades, festa.
As casas também são enfeitadas. Lojas e shopping centers recebem especial tratamento de beleza. Papai Noel ganha um destaque fora do comum, um realce que merece preocupação. O que acontece quando crianças entendem o Natal apenas como tempo de Papai Noel? O perigo se manifesta quando o sentido dessa figura [Papai Noel] se reduz ao interesse de ganhar um presente.

O sonho de ser presenteado pelo velhinho encantado é também um sinal que possui força de evocações. Mas esse sinal terno do Papai Noel não remete, pelo menos de forma mais direta, às raízes do sentido do Natal. Mais importante que entender que é tempo de ganhar presente, até com riscos de alimentar alguma mesquinhez, o que vale é aprender a lição de que o bom velhinho nasceu da tradição narrada a respeito de São Nicolau, bispo de Mira, na Lícia, hoje parte da Turquia.


sábado, novembro 26, 2011

Álcool, Juventude e consequências...

O excesso de consumo de Bebidas alcoólicas na Adolescência e na Juventude: Normalidade ou Riscos?
* Pe. Paulo Nunes

  “O Grande problema de hoje é a carência de objetivos, a falta de sentido da vida. O ser humano sente a necessidade frenética, desesperada, de felicidade. Esta falta de sentido é substituída pela procura de “sensações” no álcool... drogas e na ansiedade sem descanso de quem não sabe o que procura”.
                         Miguel Lucas

Hoje, cada vez mais cedo, o álcool está fazendo parte da vida dos jovens e por muitas vezes ainda adolescentes. Os acontecimentos em certos lugares acabam em pizza e com a juventude do Brasil e do mundo termina, quase sempre, em álcool e muito barulho. Com o crescimento do número de adolescentes e jovens envolvidos com o excesso de bebidas alcoólicas, também cresce o número de envolvimento destes em acidentes de automóveis, em vandalismos e outros atos de irresponsabilidade que, por vezes, levam a experimentar outras drogas lícitas e ilícitas. O resultado que esta realidade atual produz é de uma nova sociedade, um novo mundo, onde os adultos ficam cada vez mais doentes, dependentes de drogas e irresponsáveis. O meio social oferece mais riscos que proteção aos adolescentes. Não apenas abotoado à questão das drogas e sim, em todos os problemas. Um mecanismo que possibilitará a mudança desta triste realidade é a vivência de uma cultura de responsabilidade e cultivo da vida.

Procuro, assim, trazer, por meio destas breves linhas alguns esclarecimentos sobre o risco provocado por alguns hábitos da juventude, dando uma ênfase maior ao consumo de bebidas alcoólicas nesta fase da vida. Este artigo traz, ainda, uma reflexão, sobre o problema do consumo do álcool na adolescência, apresentando os riscos à saúde física, mental e espiritual, apontando para a ineficácia das campanhas de combate ao alcoolismo que, infelizmente, não fazem mais efeito, oferecendo ao leitor subsídios para um despertar de consciência, mais crítica, em ralação ao atual comportamento destes adolescentes.

A juventude e seus hábitos nem sempre maravilhosos.

quinta-feira, setembro 22, 2011

A Igreja em Diálogo: desafios e conquistas

O desafio das seitas ou novos movimentos religiosos: uma abordagem pastoral

Card. Francis Arinze: Presidente do Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso Relatório geral no Consistório extraordinário de 1991

O desafio das seitas e novos movimentos religiosos: uma abordagem pastoral é a conferência dada no dia 05 de abril de 1991, no Vaticano, por ocasião do Consistório Extraordinário realizado entre os dias 4 a 11. O texto é o difundido pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso; a tradução portuguesa se baseia na versão italiana.
Introdução

1. O surgimento e a propagação de seitas ou novos movimentos religiosos é um fenômeno marcante na história religiosa de nossos tempos. Grupos neo-religiosos, quase-religiosos e pseudo-religiosos parecem ter nascidos ou importados da noite para o dia. Eles operam com considerável vitalidade. Alguns deles são de natureza esotérica. Outros se originaram a partir de sua própria interpretação da Bíblia. Muitos têm suas raízes nas religiões da África ou da Ásia, ou combinam elementos de um modo sincretista dessas religiões com o cristianismo. Alguns Bispos usaram a palavra “alarmante” para se referir às atividades destas seitas ou movimentos. E o que é mais alarmante é o fato de que um número crescente de católicos são atraídos para esses grupos. Além disso, a atitude agressiva adotada por alguns deles contra a Igreja Católica ou outras Igrejas e Comunidades eclesiais, torna as relações muito difíceis. Por outro lado, não menos preocupante é a penetração silenciosa entre os cristãos de movimentos não-cristãos que incentivam a dupla pertença. Estes movimentos estão ganhando terreno para além de suas fronteiras por meio da difusão de crenças e práticas que são contrárias às verdades essenciais da fé.
Continue lendo...

quinta-feira, julho 07, 2011

Com a palavra... Dom Odilo Scherer

Pronunciamento de Dom Odilo

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.

Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!

“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.

A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.

Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.

A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.

Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?

As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo